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BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal (CEF) concedeu em janeiro R$ 1,910 bilhão em crédito imobiliário. O valor é recorde para o mês e representa um crescimento de 155% sobre o mesmo período de 2008. A média diária de contratação nacional ficou em 2.189 contratos, o que corresponde a cerca de R$ 90 milhões ao dia, ante, respectivamente, a média diária de 738 contratos e R$ 34 milhões em janeiro do ano passado.
Para a instituição, o desempenho do financiamento habitacional em janeiro é consequência da decisão da CEF de manter as condições de prazo e juros dessa modalidade de crédito mesmo com o acirramento da crise externa no ano passado. "A Caixa cumpre seu papel de banco público, alinhado às diretrizes do governo federal, priorizando o atendimento e o desenvolvimento econômico e social da população de baixa renda, visando à redução do déficit habitacional", disse, em nota, o vice-presidente de Governo da instituição, Jorge Hereda.
Os empréstimos com recursos da caderneta de poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo -SBPE) somaram R$ 1,09 bilhão, o equivalente a 57% do volume contratado no mês passado. Já o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi de R$ 790 milhões, valor 121% superior ao de janeiro de 2008.
O Estado de São Paulo liderou as concessões de crédito imobiliário, com 12.979 contratos que somaram R$ 569,7 milhões. Esses dados representam um crescimento de 220% na quantidade de unidades financiadas e de 185,56% no valor contratado na comparação com os dados de janeiro de 2008. Ao todo, o estado respondeu por 29,8% dos desembolsos da CEF em janeiro. Minas Gerais aparece em segundo lugar no volume de contratações, com R$ 216 milhões.
Para continuar a atender essa forte demanda, a Caixa Econômica Federal espera ampliar de cerca de 20% as captações na modalidade e passar de R$ 11 bilhões, no ano passado, para até R$ 13 bilhões em 2009.
Além disso, a instituição já aumentou sua participação de mercado nessa modalidade frente aos concorrentes, passando de 32,5% em janeiro de 2008 para 34,5% em janeiro deste ano. O banco aposta na maior atratividade da poupança nos próximos meses, com a perspectiva de novos cortes na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central.
